4 seleções mundiais e suas escolas cervejeiras

Com a chegada do torneio de futebol mais esperado, relacionamos as 4 grandes escolas cervejeiras e suas respectivas seleções de futebol.

Alemanha

Atual campeã do mundo e terceiro lugar no ranking mundial de consumo de cerveja com 95.95 litros por ano por habitante, possui tradição indiscutível tanto no quesito cerveja quanto com a bola nos pés. Relembrando que até meados da década de 90 o futebol alemão era bem diferente, sem muita criatividade, porém, trazia resultados e já possuía o tricampeonato mundial. Transportando para o universo cervejeiro, apesar de não produzirem rótulos considerados super inovadores, qualidade e consistência fazem parte das cervejas alemãs, repletas de história e trazem o resultado esperado.

Com o passar do tempo, tanto nas quatro linhas quanto na produção de cervejas, os alemães notaram que estavam ficando para trás perante o resto do mundo, o dinamismo e criatividade precisava se fazer presente, e na última década podemos verificar a força da revolução craft beer no país, com dezenas de novas cervejarias que não veem a lei da pureza como um esquema tático obrigatório, mas sendo flexíveis e inovadores na utilização de ingredientes, assim como a seleção que consegue apresentar um futebol agradável aos olhos e levantando o caneco. Um destaque especial aqui vai para as categorias de base, na formação de novos atletas, onde tudo começa, assim como a atenção e qualidade na produção de insumos, como os extensos campos de lúpulo na região de Regensburg, que vistos do alto, de tão verdes lembram um imenso campo de futebol. Em comparação com a seleção a escola cervejeira alemã leva, que mesmo com centenas de anos nas costas continua surpreendendo, um pouco a mais que seu time principal.

Bélgica

Na terceira posição no ranking da FIFA e em 15º lugar no consumo anual de cerveja, o time belga deve ser respeitado, assim como sua escola cervejeira. Com nomes de cervejas tão complicados de se pronunciar quanto de alguns jogadores da seleção, não seria nada estranho vermos nas costas o sobrenome Westvleteren no camisa 12 do time. A escola cervejeira belga carrega tanta tradição e história quanto a alemã, mas com alguns ingredientes especiais, se diferenciando dos outros dois países europeus, Alemanha e Inglaterra, tornando-a única, especial e cheia de surpresas. Uma referência mundial tanto para cervejeiros caseiros quanto para cervejarias de grande porte.

Entre as 10 melhores cervejas ranqueadas no Ratebeer encontramos apenas a desejada Westvleteren 12 (XII) em segundo lugar no ranking. Imagine a sensação cervejeira, ver a seleção Belga com uniforme azul e rosa da nossa querida Delirium. Aqui a escola cervejeira também leva se comparada à seleção do país.

Estados Unidos

Este é o caso mais simples de explicar no momento. Infelizmente a seleção americana não conseguiu a classificação para copa do mundo, mas mesmo se tivesse na Rússia, dificilmente sua seleção de futebol seria superior à escola cervejeira do país. Com seu time na posição 25 no Ranking FIFA e em décimo segundo em consumo, a escola americana pode ser considerada berço de inovações, pólo das grandes tendências que são rapidamente replicadas pelos países onde a expansão das cervejas artesanais acontece, como aqui no Brasil. Entre as 10 melhores cervejas ranqueadas no RateBeer, 9 delas são americanas. Claro, grande parte do público do site é residente do país, mas tal número não deixa de ser uma informação representativa.

Segundo o último relatório da Brewers Association, existem mais de 6000 cervejarias no país, com crescimento mais representativo de pequenas cervejarias locais. Não deixemos de lado a grande variedade de lúpulos que são produzidos em território americano. Mesmo com uma seleção que não possa ser comparada ao seu universo cervejeiro, o país melhorou muito nas quatro linhas. Invertendo os papéis, podemos constatar que os Estados Unidos está passando pela revolução do futebol, como aconteceu aqui com a cerveja e talvez daqui a algumas copas eles poderão ser uma potência comparável aos times europes.

Aproveitando o gancho da viagem do Viajante Cervejeiro para o Colorado, algo que ainda não vimos po aqui, uma New England IPA filtrada.

Inglaterra

Com a Inglaterra podemos fazer um paralelo com a escola alemã, tradição e resultado. Lembramos do futebol inglês como pesado, a força, muitas vezes excessiva e bolas áreas. Um estilo de jogo que demorou mais tempo para evoluir do que da sua vizinha, Alemanha. A estagnação, talvez tática ou mesmo de atletas de destaque, fizeram com que não levassem mais nenhum mundial para a terra da rainha. Apesar de constar apenas no 13º Lugar no ranking FIFA, a seleção da Inglaterra continua consistente assim como suas cervejas. Com uma nova safra de jovens jogadores quem sabe o país terá mais alegrias com seu time, podendo comemorar com entusiasmo nos tanto adorados Pubs. A Escola Cervejeira inglesa também leva grande vantagem na comparação com a seleção nacional.

Brasil

Não possuímos uma escola cervejeira. Alguns acreditam que isso acontecerá em breve, outros já consideram tal idéia uma grande bobagem, mas como estamos falando de copa do mundo não podemos deixar de nos incluir, já que para muitos ainda somos o país do futebol. Podemos considerar a Catharina Sour nossa camisa 10? Quem sabe a Brazilian IPA nosso 9? Esta escolha em especial deixamos a cargo de vocês. Saúde e aproveitem bem a harmonização, futebol e cerveja!

 

 

Alguns números e informações sobre consumo, ranking são atualizadas constantemente, caso tenha algum dado mais atual, por favor nos informe que incluíremos na postagem com os devidos créditos.

Referências:

Brewers of Europe Statistics
https://www.brewersofeurope.org/uploads/mycms-files/documents/publications/2017/Statistics-201712-001.pdf

BA – Brewers Association Report 2017 
https://www.brewersassociation.org/press-releases/2017-craft-beer-review/